domingo, 11 de abril de 2010

A HORA DO ESTÁGIO 2

Depois de passar por uma longa espera para liberação do meu estágio e não conseguir resolvi realizá-lo no Município de São Leopoldo, onde fui prontamente atendida. Como estava muito preocupada com a questão de poder estagiar em algum lugar, não percebi o fato de que seria com uma turma da EJA - séries iniciais-. Então depois de algumas horas é que o pavor e o estranhamento tomaram conta de mim.
Na mesma noite, após aula presencial, fui pesquisar o material do semestre anterior. Reli alguns textos e pesquisei outros.Entre os textos que busquei, e utilizarei na minha prática, é de Oliveira que nos coloca que o tema “educação de pessoas jovens e adultas não nos remete apenas a uma questão de especificidade etária mas, primordialmente, a uma questão de especificidade cultural. O adulto, no âmbito da educação de jovens e adultos, não é o profissional qualificado que freqüenta cursos de formação continuada. Ele é geralmente o migrante que chega as grandes metrópole proveniente de áreas rurais empobrecidas, filho de trabalhadores rurais não qualificados e com baixo nível de instrução escolar(muito frequentemente analfabetos), ele próprio com uma passagem curta e não sistemática pela escola e trabalhando em ocupações urbanas não qualificadas, após experiência no trabalho rural na infância e na adolescência, que busca a escola tardiamente para alfabetizar-se ou cursar séries do ensino supletivo.
Na prática pedagógica da EJA é preciso ser levada em consideração os processos da aprendizagem e aquisição de conhecimentos dos adolescentes e dos adultos, embora os adultos sejam vistos com um diferencial dos adolescentes e crianças, pois estão inseridos no mundo do trabalho e em contextos culturais diferentes. Logo, possuem uma visão critica da leitura de mundo que, segundo o mesmo autor os educandos da EJA apresentam certas habilidades e dificuldades em relação à aprendizagem e conseguem estabelecer maior reflexão sobre os processos de aquisição de conhecimento.


Referência:
OLIVEIRA, Marta Kohl. Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, Set/Out./Nove./Dez.1999, nº 12, p.59-73.

2 comentários:

Marga disse...

O que tem mais bacana no ato de educar, ensinado e aprendendo, trocando experiencias, é que a cada ano, a cada turma, o desafio é novo, porque as pessoas que passam pelas nossas salas de aula são unicas. Mesmo aquelas que são repetentes, sempre surpreendem com o amadurecimento e a persistência. Então, isso tudo que tu vens sentindo, pode ser considerado como essencial ao ato de aprender e superar. Agir de forma diferente, pesquisar, rever conceitos, implicam em superar os medos e obstaculos que a vida vai nos apresentando. Parabéns Marcia, pela tua capacidade e empenho em conseguir passar por tudo com essa garra e habilidade! Nas próximas semanas, estaremos juntas nessa caminhada. Nao te sintas só nesse processo, conta com a tutoria para resolver os percalços que possam aparecer.Abraços!

Portfólio de Aprendizagem Marcia Santos disse...

Querida Marga!
Muito obrigada pelas palavras de carinho e incentivo.Realmente a caminhada não é nada fácil, mas nada é fácil para quem quer fazer a diferença na educação e deixar com isto as suas marcas. Mas o que mais me gratifica é chegar na sala de aula dos meus jovens e adultos e vê-los com lápis em punho tentando resgatar aquilo que de direito foi negado. A Educação!