A semana iniciou com muita chuva e as consequências se refletiram na sala de aula. Na segunda-feira tivemos poucos alunos, pois muitos deles moram em torno da extensão do trem e em locais onde as ruas estão sendo melhoradas e em consequencia não conseguem sair de suas casas devido ao barro que toma conta das ruas. Na segunda-feira, então prosseguimos com o estudo do texto Canção do Exílio onde as palavras e a poesia chamou muito a atenção dos alunos. A elaboração da poesia foi sugestão de um aluno que me pediu que fizéssemos uma poesia assim. Aí a partir de uma estrofe da poesia solicitei que criassem o seu poema pensando no lugar onde moram.
A valorização cultural com ênfase nos aspectos culturais locais de cada região e a busca da solução de problemas locais de interesses do grupo, reflete o que Paulo Freire nos coloca :
“... um ser de relações “temporalizado e situado”, ontologicamente inacabado –
sujeito por vocação, objeto por distorção -, descobre que não só está na realidade,
mas também que estão com ela (...) o homem e somente o homem é capaz de
transcender, de discernir, de separar órbitas existentes diferentes, de distinguir o
“ser” do “não ser”; de travar relações incorpóreas. Na capacidade de discernir
estará a raiz da consciência de sua temporalidade, obtida precisamente quando
atravessando o tempo, de certa forma até então unidimensional, alcança o ontem,
reconhece o hoje e descobre o amanhã” (FREIRE, 1983, p. 62).
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